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title: "Cannabis e diabetes: como a maconha pode ajudar os pacientes?"
description: O segredo do uso da maconha no tratamento do diabetes parece estar mesmo nos canabinóides e como eles agem no organismo.
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# [Cannabis e diabetes: como a maconha pode ajudar os pacientes?](https://linhacanabica.com/blog/tratamento-com-cannabis/cannabis-e-diabetes-como-a-maconha-pode-ajudar-os-pacientes)

 Written by [Barbara Arranz](https://linhacanabica.com/blog/author/barbara-arranz) | Jun 29, 2021 7:30:36 AM

O diabetes é uma das doenças mais comuns do Brasil e do mundo. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, **9 milhões de brasileiros estão com diabetes.** Em outro levantamento, desta vez realizado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), estima-se que mais de 13 milhões de pessoas tenham diabetes no Brasil.

 

De acordo com a consultoria Statista, o Brasil é o quinto país com mais casos de diabetes no mundo, atrás da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), **422 milhões de adultos ao redor do mundo estão com diabetes**, muitos deles nem sabem que portam a doença. As projeções apontam que o número de casos deve disparar nos próximos anos e parte disso se deve aos maus hábitos de alimentação.

Mas como a cannabis pode ajudar quem sofre de diabetes a manter a doença controlada? Entenda a seguir o que a ciência já sabe sobre o assunto, mas antes saiba detalhes sobre o que é o diabetes, quais os sintomas e as causas dessa doença.

## O que é [diabetes](https://linhacanabica.com/servicos/tratamento-cannabis-medicinal/diabetes)?

O diabetes é uma **doença crônica que está diretamente relacionada a quantidade de insulina produzida pelo corpo** e o correto funcionamento dessa substância. A insulina, por sua vez, é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue.

Já a **glicose nada mais é do que o açúcar que extraímos dos alimentos que ingerimos**. Existe açúcar em todos os alimentos que comemos e isso não é algo ruim. No entanto, o açúcar refinado que ingerimos é muito mais danoso do que a glicose natural presente nos alimentos. É por isso que quem tem diabetes deve controlar com atenção o uso de açúcar refinado nos alimentos que consome.

Tanto a insulina quanto a glicose são essenciais para o bom funcionamento do organismo. Quando o paciente é diagnosticado com diabetes, ele precisa repor a insulina que seu corpo não produz.

🍁 **Leia também**: [Cannabis e Depressão: Como a maconha pode ajudar no tratamento?](https://linhacanabica.com/blog/tratamento-com-cannabis/cannabis-e-depressao-como-a-maconha-pode-ajudar-no-tratamento/)

## Quais são os principais tipos de diabetes?

Existem quatro principais tipos de diabetes: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, pré-diabetes e diabetes gestacional. 

**Diabetes tipo 1**: é a manifestação mais rara da doença e surge desde o nascimento, sendo considerada uma doença autoimune. Nesse quadro, o sistema imunológico confunde as células do pâncreas que produzem insulina com inimigos e começa a atacá-las. Nesse processo, a insulina para de ser produzida, causando o acúmulo de glicose no sangue. 

**Diabetes tipo 2:** é o tipo mais comum da doença. A grande causa do diabetes tipo 2 é a má alimentação e o consumo excessivo de açúcar – o que acaba desregulando a produção de insulina ou fazendo com que a quantidade de hormônio produzido pelo corpo não seja suficiente para sintetizar aquele monte de glicose, causando acúmulo no sangue. Outra causa comum do diabetes tipo 2 é o corpo passar a criar resistência à insulina, fazendo com que a substância produzida não consiga realizar seu trabalho.

**Pré-diabetes**: é o diagnóstico que apresenta níveis de atenção em relação ao açúcar no sangue, mas ainda não a ponto de ser considerado diabetes. Quando o paciente é diagnosticado com pré-diabetes e muda seus hábitos, tem grandes chances de não desenvolver a doença.

**Diabetes gestacional**: é um quadro de diabetes temporário que acontece durante a gravidez. Nesse período, pode ser que o corpo da mulher (especialmente a placenta) produza hormônios que acabem afetando a produção de insulina no corpo, levando a um quadro de diabetes. A doença tende a sumir quando a mulher dá à luz, mas há casos onde a paciente acaba desenvolvendo diabetes após a gestação. Transmitir o diabetes ao feto é raro, mas também possível.

**🍁 Leia também**: [Usuários de maconha podem doar sangue?](https://linhacanabica.com/blog/beneficios-da-maconha/junho-vermelho-usuarios-de-cannabis-podem-fazer-doacao-de-sangue/)

## Sintomas e causas do diabetes

Os sintomas do diabetes são basicamente os mesmos em todos os casos, sendo eles:

- Sede exagerada e boca seca
- Vontade de urinar o tempo todo
- Aumento da fome
- Fadiga
- Alterações na visão (como visão embaçada)
- Infecções na bexiga, nos rins e/ou na pele

No caso do diabetes tipo 1, é comum que os pacientes enfrentem dificuldade para ganhar peso. Ao notar os sintomas acima, os pais devem levar a criança ou adolescente ao médico para que sejam feitos exames de sangue.

As principais causas do diabetes são:

- Má alimentação e consumo excessivo de açúcar
- Obesidade
- Sedentarismo
- Predisposição genética
- Idade (pessoas acima de 40 anos têm muito mais chances de desenvolver a doença)

Para realizar o diagnóstico do diabetes, é feito um **exame de sangue**. Uma das análises mais comuns feitas a partir do sangue coletado é o **Teste da glicemia de jejum**, que analisa a quantidade de glicose no sangue. Em geral, os resultados são avaliados assim:

- **Normal**: inferior a 99 mg/dL;
- **Pré-diabetes**: entre 100 a 125 mg/dL;
- **Diabetes**: acima de 126 mg/dL.

É importante realizar exames de sangue rotineiramente para avaliar esse e outros níveis. Caso o paciente seja diagnosticado com pré-diabtes, ele tem a chance de realizar mudanças nos hábitos alimentares e de vida e, dessa maneira, ter menos chances do quadro evoluir para diabetes.

📌 O **tratamento do diabetes** é feito com uma mudança na alimentação e no estilo de vida, além de medicamentos chamados **antidiabéticos**. Em pacientes do tipo 1 e em casos mais graves do tipo 2, é necessário ainda o uso de **insulina injetável**, para repor o hormônio que o corpo não está produzindo.

## Cannabis e diabetes: o que diz a ciência?

Pacientes com diabetes do tipo 1 precisarão da insulina injetável pelo resto da vida, porque seu organismo não produz (ou produz pouco) esse hormônio essencial para controlar a glicose no sangue. Neste sentido, não há muito o que a cannabis possa fazer além de ser um complemento para [fortalecer o sistema imunológico](https://linhacanabica.com/blog/beneficios-da-maconha/cannabis-e-sistema-imunologico-o-que-se-sabe-sobre-uso-da-maconha-para-fortalecer-as-defesas-do-organismo/) do paciente e melhorar o seu quadro de saúde como um todo.

Já para pacientes com diabetes tipo 2, que representam cerca de 90% dos casos, a cannabis pode trazer uma série de benefícios que visam ajudar a melhorar o quadro do paciente.

O estudo “[O impacto do uso de maconha na glicose, insulina e resistência à insulina entre adultos nos EUA](https://www.amjmed.com/article/S0002-9343(13)00200-3/abstract)” comparou exames de sangue de 4657 adultos americanos, entre usuários e não usuários de cannabis medicinal. Os resultados mostraram que nos adultos que consumiam maconha, “os níveis de insulina em jejum eram mais baixos e pareciam ser menos resistentes à insulina produzida por seu corpo para manter um nível normal de açúcar no sangue”.

A pesquisa “[Obesidade e uso de cannabis: resultados de 2 pesquisas nacionais representativas](https://academic.oup.com/aje/article/174/8/929/155851?login=true)” mostrou que os índices de obesidade entre usuários de cannabis são consideravelmente mais baixos do que entre aqueles que não usam a planta. Conforme apontado acima, a obesidade é um dos principais fatores que levam ao desenvolvimento do diabetes. 

Em outra evidência científica interessante, pesquisadores publicaram um artigo em 2016 que apontou que os canabinóides [THCV (Tetrahydrocannabivarin)](https://linhacanabica.com/tratamento-com-tetrahidrocanabinol) e o [CBD (canabidiol)](https://linhacanabica.com/blog/tratamento-com-cannabis/oleo-full-spectrum-vs-cbd-isolado-qual-e-melhor)**diminuíram os níveis de glicose no sangue e aumentaram a produção de insulina em pessoas com diabetes tipo 2.**

O estudo intitulado “[Eficácia e segurança de canabidiol e tetrahidrocanabivarina em parâmetros glicêmicos e lipídicos em pacientes com diabetes tipo 2](https://care.diabetesjournals.org/content/39/10/1777.long)” foi publicado na American Diabetes Association. Os pesquisadores concluíram:

“Em comparação com o placebo, o **[THCV](https://linhacanabica.com/tratamento-com-tetrahidrocanabinol) diminuiu significativamente a glicose plasmática em jejum** (diferença de tratamento estimada \[ETD\] = -1,2 mmol / L; P <0,05) e melhorou a função das células β pancreáticas (função das células β HOMA2 \[ETD = −44,51 pontos; P < 0,01\]), adiponectina (ETD = −5,9 × 106 pg / mL; P <0,01) e apolipoproteína A (ETD = −6,02 μmol / L; P <0,05), embora o HDL plasmático não tenha sido afetado. Em comparação com a linha de base (mas não com placebo), o [CBD](https://linhacanabica.com/tratamento-com-canabidiol) diminuiu a resistina (−898 pg / ml; P <0,05) e aumentou o peptídeo insulinotrópico dependente de glicose (21,9 pg / ml; P <0,05)”.

O segredo do uso da maconha no tratamento do diabetes parece estar mesmo nos canabinóides e como eles agem no organismo, especialmente na produção e regulação de insulina. Muitos outros estudos precisam ser realizados para que cheguemos aos próximos passos, como desenvolver um medicamento natural à base de canabinóides que possa ajudar pacientes com diabetes tipo 2 a controlar a doença sem precisar de outros fármacos. 

Aqui na Linha Canabica, acreditamos que todos os canabinóides têm propriedades únicas que podem ser usadas separadamente ou em conjunto para ajudar a tratar condições médicas. Se você estiver interessado em aprender mais sobre Cannabis, [entre em contato com um profissional da saúde da Linha Canabica](https://linhacanabica.com/paciente-cannabis-medicinal) hoje mesmo. 

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