Barbara Arranz Bárbara Arranz​ é biomédica e atualmente vive em Madri, capital da Espanha. Mulher, mãe e ativista, é fundadora da LinhaCanabica.com, uma linha de cosméticos totalmente orgânica e vegana sem aditivos químicos produzidos a partir do óleo de cannabis. Bárbara começou a pesquisa a cannabis há 11 anos, quando seu filho Raul nasceu e foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger, um tipo de Autismo leve que gera irritações moderadas. Um de seus maiores objetivos é desmistificar a maconha e levar à cannabis até a casa das pessoas.

Cannabis e Doença de Parkinson: como a maconha pode ajudar?

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Dentre as diversas propriedades medicinais que a cannabis possui, uma das que mais chama a atenção da comunidade científica é o potencial da planta de ajudar pacientes com Doença de Parkinson a terem um controle maior sobre a doença. À medida que o número de estudos aumenta, o conhecimento sobre os poderes da cannabis também.

Mas, para que a planta possa ajudar milhões de pessoas que sofrem dessa doença degenerativa, é necessário levar informação a essas pessoas. Quando discutimos o poder da cannabis medicinal, estamos levando mais uma opção de tratamento a pacientes que sofrem com as consequências de uma doença que não tem cura.

Mas, afinal, o que é a Doença de Parkinson? Como a cannabis e os canabinóides podem ajudar a tratar os sintomas dessa doença? Falaremos sobre esses assuntos a seguir. 

O que é a Doença de Parkinson?

A Doença de Parkinson é um transtorno neurodegenerativo crônico, ou seja, vai se agravando ao longo do tempo e não tem cura. A doença causa a destruição das células nervosas em várias partes do cérebro e afeta especialmente pessoas acima dos 65 anos.

O Parkinson tem incidência em algo entre 1% e 2% da população mundial. No Brasil essa porcentagem é maior, com as estimativas apontando até 3% de incidência.

Apesar de acometer especialmente idosos, estima-se que entre 10% e 20% dos pacientes diagnosticados com a Doença de Parkinson estão na casa dos 40 anos, de acordo com a Universidade Federal de São Paulo. Isso mostra que trata-se de uma doença que afeta adultos de todas as idades.

A Doença de Parkinson causa diversos sintomas, que vão se agravando ao longo do tempo. As principais consequências da enfermidade são: 

  • Tremores involuntários até mesmo em situação de repouso
  • Lentidão nos movimentos
  • Passos lentos, tendendo a se tornarem arrastados
  • Rigidez muscular
  • Perda gradual das expressões faciais
  • Dores musculares constantes e espalhadas pelo corpo
  • Depressão

Os tremores involuntários são o sintoma mais clássico da doença. Ao notá-los, mesmo que raramente e levemente, é importante procurar um médico. Apesar de não ter cura, a Doença de Parkinson pode ser controlada e retardada por anos graças aos medicamentos atuais, daí a importância do diagnóstico precoce.

A ciência ainda não sabe o que causa a Doença de Parkinson e porque algumas pessoas desenvolvem o transtorno e outras não. Muita coisa envolvendo a doença ainda é um mistério e os estudos acerca do Parkinson seguem em todos os cantos do mundo. Por hora, só se sabe que a idade é o maior fator de risco.

Mas, quais os tratamentos disponíveis hoje em dia e como a cannabis pode ajudar? Veremos a seguir!

Leia também: Uso da cannabis para tratar a epilepsia

Cannabis e Parkinson: como a maconha pode ajudar quem sofre da doença?

Todos os tratamentos disponíveis atualmente contra a Doença de Parkinson têm como objetivo retardar os efeitos da doença. 

Os tratamentos mais aplicados contra o Parkinson envolvem a introdução de fármacos que visam controlar os tremores e elevar a concentração do neurotransmissor dopamina, que é muito baixa em pacientes com a doença. Também são receitados medicamentos para as dores musculares.

Além dos medicamentos, também são indicadas sessões de fisioterapia e, em alguns casos, até cirurgias envolvendo aplicação de radiofrequência em regiões cerebrais visando conter o avanço da doença.

Diante disso, como a cannabis pode ajudar pacientes com Parkinson? Os canabinóides presentes na maconha possuem muitos efeitos benéficos, cabendo destacar os efeitos anti-inflamatórios, anti-excitotóxicos, antioxidantes, antipsicóticos e sedativos

Em pacientes com a Doença de Parkinson, o uso do óleo de cannabis pode ajudar a aliviar as dores musculares, os sintomas de depressão e retardar a frequência dos tremores. Estudos mostram ainda que os canabinóides possuem inclusive o poder de ajudar na regeneração celular.

No artigo O uso do canabidiol (CBD) no tratamento da doença de Parkinson e suas comorbidades, publicado em 2019, os pesquisadores Rafael G. dos Santos, Jaime E. C. Hallak e José Alexandre S. Crippa relataram o seguinte:

“Três pesquisas envolvendo entrevistas com pacientes que utilizavam maconha para tratar seus sintomas de DP descreveram que uma proporção significativa destes pacientes relatou melhoras nos sintomas gerais, bradicinesia, rigidez muscular, tremores e discinesia, além de melhoras no humor e sono”.

O artigo continua:

“Mais recentemente, um estudo aberto com 22 pacientes relatando uso medicinal de maconha descreveu reduções significativas dos sintomas motores (bradicinesia, rigidez muscular e tremores), além de diminuição da dor e melhora do sono”.

Em outro estudo aberto realizado pelo Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), seis pacientes com Parkinson e psicose receberam doses diárias crescentes de CBD (150-400 mg/dia) durante quatro semanas. A análise dos resultados mostrou que a cannabis reduziu de maneira significativa os sintomas psicóticos dos pacientes, que continuaram seu tratamento farmacológico habitual durante o estudo. 

Além disso, o canabidiol reduziu as pontuações de sintomas globais da Doença de Parkinson e não produziu efeitos motores ou outros efeitos adversos.

É claro que muitos outros estudos precisam ser realizados tanto para investigar as causas da Doença de Parkinson quanto o potencial da cannabis em ajudar a tratar os sintomas dessa doença tão difícil. Mas os resultados que obtemos a cada novo estudo só reforça como o óleo de cannabis pode ser poderoso em ajudar pacientes que sofrem da doença.

E o melhor de tudo é que estamos falando de um fármaco 100% natural que é extraído a partir de uma planta de fácil cultivo. Quando a indústria canábica estiver estabelecida no mundo todo – e esse dia vai chegar – milhões de pacientes poderão ter fácil acesso a um medicamento natural que, se não vai promover a cura do Parkinson, ao menos vai ajudar a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

Onde encontrar o óleo de cannabis?

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O óleo de cannabis full Spectrum é a versão mais poderosa que existe do óleo de cannabis. Isso porque, além do CBD, esse óleo concentra todos os demais canabinóides e propriedades da maconha – potencializando os efeitos benéficos do fármaco. 

Durante a extração do óleo, realizada em laboratório, há o cuidado para que a dosagem de canabinóides seja feita de modo a proporcionar efeitos medicinais sem causar efeitos psicoativos. Isso mesmo, o óleo de cannabis full Spectrum não deixa ninguém chapado.

No Brasil, a autorização para que o primeiro laboratório produzisse o óleo de cannabis aconteceu há cerca de um ano. De lá pra cá, pouca coisa evoluiu e o preço do medicamento é altíssimo.

Paralelo a isso, há ONGs que produzem o óleo e distribuem a seus associados. E há a opção de importar o óleo de países como os Estados Unidos, o que também é caro e inviável para a maioria. 

Por fim, há outra alternativa: a Linha Canábica da Bá comercializa o óleo CBD  Full Spectrum e distribui para todo o Brasil. O atendimento e os pedidos podem ser feitos pelo site. Há uma equipe preparada para esclarecer dúvidas e passar as orientações sobre o uso do óleo de cannabis full Spectrum para cada situação.


Você também pode visitar o site da Linha Canábica para conhecer outros produtos e seguir a linha no Instagram e no Linkedin para ficar sempre informado sobre cannabis medicinal.

Barbara Arranz Bárbara Arranz​ é biomédica e atualmente vive em Madri, capital da Espanha. Mulher, mãe e ativista, é fundadora da LinhaCanabica.com, uma linha de cosméticos totalmente orgânica e vegana sem aditivos químicos produzidos a partir do óleo de cannabis. Bárbara começou a pesquisa a cannabis há 11 anos, quando seu filho Raul nasceu e foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger, um tipo de Autismo leve que gera irritações moderadas. Um de seus maiores objetivos é desmistificar a maconha e levar à cannabis até a casa das pessoas.

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