Pedro Costa Pedro Costa é graduando em História na Universidade de São Paulo e professor particular. Após alguns anos acumulando conhecimento sobre a história da medicina e das drogas, atualmente realiza um projeto de divulgação científica nas redes sociais (@historiotropia). Frequenta reuniões do LEHDA-USP (Laboratório de Estudos Históricos das Drogas e da Alimentação) e também é militante pela legalização. Nasceu em Salvador, mas mora em São Paulo.

Skincare é autocuidado

4 minutos de leitura

Trabalho, faculdade, amigos, família… conviver com as pessoas próximas de nós é essencial para ficar bem. Ainda assim, as vezes precisamos lembrar de quem somos no meio de todas essas relações. Você tem esse hábito?

É uma necessidade básica enquanto ser humano ter espaço próprio para refletir, descansar e cuidar de si mesmo. Esse processo independe da intervenção médica, ainda que ela não possa ser descartada. Você sabia que isso também é saúde?

“Autocuidado é a capacidade dos indivíduos, famílias e comunidades de promover e manter a saúde, prevenir e lidar com doenças e deficiências com ou sem apoio de um profissional de saúde”

Definição de autocuidado fornecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Quando associado a outros hábitos de bem-estar, o cuidado com a pele pode ser uma ferramenta poderosa para a promoção de saúde física ou mental, seja para você ou para quem está próximo. Quer saber mais sobre a importância do skincare? Vem com a gente!

Saúde e atendimento médico são coisas diferentes

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Aprendemos desde cedo uma associação muito simples: quando a saúde não vai bem, é hora de ir ao hospital ou marcar uma consulta. Isso não está totalmente errado, pois em várias demandas urgentes só o acompanhamento profissional pode direcionar o caminho mais correto. É o caso de uma emergência comum e cotidiana, como no primeiro atendimento de uma gripe forte ou de uma lesão na perna.

Entretanto, não costumamos aprender como a atenção profissional é apenas um vetor da manutenção de saúde. Veja: nos exemplos dados acima, não sabemos exatamente o que aconteceu antes da gripe ou da lesão. É por isso que, no início da consulta, o profissional médico normalmente precisa recapitular o passado recente do paciente até o surgimento da queixa. Só assim ele saberá o panorama completo que influenciou o estado de saúde em questão.

Essa entrevista inicial – muitas vezes chamada de anamnese – revela como a saúde está em todos os aspectos da vida. Todo o histórico do paciente é levantado. É preciso dizer com quem você convive, quais são seus hábitos, as condições do local onde mora, eventos recentes… enfim, a própria necessidade do profissional adentrar a vida do paciente já revela a importância do cuidado diário, o conhecimento das nossas atitudes, capacidades e fraquezas.

Self care interventions to advance health and wellbeing: a conceptual  framework to inform normative guidance | The BMJ
Quadro conceitual da OMS sobre o autocuidado. Repare como a prática conta desde as atividades individuais até a estrutura governamental e jurídica.

Justamente nessa triagem inicial revelam-se os principais fatores que incidem sobre a saúde do paciente. Boa parte dos problemas normalmente é resolvido com intervenções simples – manutenção do descanso e sono, alimentação, atividade física… poucos são os casos que necessitam diagnósticos complexos, testes genéticos ou exames caros.

Segundo a OMS, os fatores sociais e suas determinações podem corresponder até 55% dos casos médicos. Ou seja, determinantes mais simples como a qualidade do local de residência, condições de trabalho e apoio governamental são os principais vetores de saúde ou doença na população global.

Sendo assim, a capacidade de manter o autocuidado se torna uma estratégia essencial para a saúde pública. É através dele que pode-se reduzir os índices de adoecimento. Uma cultura de cuidado interno aos indivíduos e famílias garante o bem-estar das comunidades e uma baixa pressão sobre as unidades de saúde. Reduzindo, assim, a necessidade de profissionais, leitos e medicações.

Como desenvolver o autocuidado?

Existem milhares de formas de produzir o próprio bem-estar. Desde as recomendações mais clássicas, como praticar atividades físicas e ter um sono regular – até a busca por uma nova dieta ou local de trabalho. Qualquer atividade que direcione suas energias para o cuidado próprio é válida e deve ser considerada.

Normalmente essas atividades também trarão resultados para seus amigos, familiares e companheiros de trabalho. Além de difundir o bem-estar para as pessoas próximas, o autocuidado abre espaço para uma relação mais saudável com os outros. Lidar com as responsabilidades e diversões de cabeça limpa é um divisor de águas. Um hábito acaba puxando o outro e em poucas semanas é possível sentir a diferença no humor e até na imunidade.

Os cuidados com o corpo são parte central da nossa saúde. Quem não gosta de tomar um banho depois de um dia cansativo? Ou se arrumar para receber amigos? O poder do cuidado pessoal extrapola a própria saúde biológica, atingindo a esfera da autoestima e do conforto psicológico.

Cada um desenvolve o próprio ritual de autocuidado. Não tem regra nem obrigação, basta que você busque aquilo como forma de conforto – uma prática que aponte para sua saúde no longo prazo. Que tal iniciar, por exemplo, com a pele?

Skincare não pode ser só consumismo

Variety of face care cosmetic products on the supermarket shelf. Stock  Video Footage - Storyblocks
É difícil não achar que precisamos de tudo

Você deve se assustar com a maré de produtos cosméticos sendo vendidos nas redes sociais. Seja através de famosos ou influenciadores, sempre parece haver uma nova fórmula mágica para ter a pele perfeita ou mais limpa. Aqui na LCB não trabalhamos com magia, apenas com as orientações da ciência.

Não é preciso ter dezenas de produtos para manter a saúde da pele e criar um momento de autocuidado. Nossa pele é um orgão complexo com um sistema próprio de regulação, sendo central entender esse sistema na hora de aplicar os cosméticos. Só você sabe como sua pele reage ao ambiente ou o cotidiano. Tudo isso é um processo de descoberta, um passo após o outro, dia após dia. Não está em nenhum rótulo.

Conhecer a pele é autocuidado. Conforme você cria o hábito de higienizar e cuidar de si, passa a aprender mais sobre a própria saúde. Hoje sabemos como uma mudança brusca na alimentação causa reações na pele – na forma de oleosidade excessiva, por exemplo. Juntando as informações sobre o seu dia-a-dia, é possível inserir o skincare não só como momento de relaxamento, mas de análise do próprio bem-estar.

Além do potencial terapêutico e relaxante que o próprio hábito traz, o skincare permite uma avaliação diária do seu estado de saúde. Expressão, textura, umidade, olhar – todas esses fatores podem ser vistos com cuidado durante o cuidado com a pele, possivelmente abrindo portas para uma nova percepção sobre si mesmo.

Melhor ainda é quando você pode confiar no produto, sentir a sua ação terapêutica em diferentes aplicações e métodos. Uma fórmula simples e eficaz pode ser muito mais efetiva do que uma grande combinação de ingredientes. Na verdade, o excesso de ingredientes costuma acarretar problemas indesejados, como alergias e irritações.

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Para o seu skincare, é essencial ter um produto confiável e prático. De resto, trata-se de um espaço pessoal de autoconhecimento. O hábito já é poderoso em si e não precisa de inovações chiques e caras.

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Pedro Costa Pedro Costa é graduando em História na Universidade de São Paulo e professor particular. Após alguns anos acumulando conhecimento sobre a história da medicina e das drogas, atualmente realiza um projeto de divulgação científica nas redes sociais (@historiotropia). Frequenta reuniões do LEHDA-USP (Laboratório de Estudos Históricos das Drogas e da Alimentação) e também é militante pela legalização. Nasceu em Salvador, mas mora em São Paulo.

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