Barbara Arranz Bárbara Arranz​ é biomédica e atualmente vive em Madri, capital da Espanha. Mulher, mãe e ativista, é fundadora da LinhaCanabica.com, uma linha de cosméticos totalmente orgânica e vegana sem aditivos químicos produzidos a partir do óleo de cannabis. Bárbara começou a pesquisa a cannabis há 11 anos, quando seu filho Raul nasceu e foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger, um tipo de Autismo leve que gera irritações moderadas. Um de seus maiores objetivos é desmistificar a maconha e levar à cannabis até a casa das pessoas.

NBA anuncia que não vai mais proibir o uso de maconha na temporada 2021

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NBA anuncia que não vai mais proibir o uso de maconha na temporada 2021

A maconha está na lista de substâncias proibidas para jogadores de basquete profissional da liga americana NBA (National Basketball Association), a maior do mundo. Até então, jogadores precisavam ser testados e, caso os exames alegassem uso de cannabis, haveria punição. Mas recentemente uma decisão da NBA mudou o cenário: a liga não vai mais proibir o uso de maconha na temporada 2021.

A decisão foi tomada com o aval da NPBA (Associação Nacional dos Jogadores de Basquete) e tem relação com a pandemia de Coronavírus e com o momento atípico que estamos vivendo. Ainda assim, é uma decisão muito importante que pode abrir caminho para uma revisão sobre as normas que relacionam jogadores profissionais e o uso de cannabis. 

Entenda melhor a seguir porque a NBA decidiu não coibir o uso de cannabis por parte de jogadores profissionais e o que se espera daqui para frente.

NBA e maconha: relação mais liberal em 2021

A cannabis está na lista de substâncias proibidas por jogadores de basquete profissional que participam da NBA. Na bateria de testes aos quais os jogadores são submetidos, há um que avalia se há presença de canabinóides no organismo.  Se os jogadores testassem positivo 3 vezes, isso configuraria doping – o que acarretaria na suspensão do jogador.

Porém, na semana passada, Mike Bass, porta-voz da NBA, veio a público comunicar que, pelo menos na temporada 2021, essa regra será afrouxada. “Devido às circunstâncias incomuns em conjunto com a pandemia, concordamos com a NBPA em suspender o teste aleatório de maconha para a temporada 2020-21 e focar nosso programa de teste aleatório em produtos para melhorar o desempenho e drogas de abuso”, diz o comunicado.

Os primeiros jogos da pré-temporada da NBA acontecerão no dia 11 de dezembro. A temporada terá 72 jogos por equipe – número abaixo da programação usual de 82 jogos – e começará em 22 de dezembro.

Nessa fase de treinos, como parte das medidas de prevenção da Covid-19, os jogadores de basquete da NBA estão se preparando individualmente. Eles precisam seguir ainda rígidos protocolos de distanciamento social e testes regulares. Até mesmo as visitas de parentes são controladas.

Cannabis faz parte da cultura da NBA

Os pedidos para que a NBA afrouxe as regras em relação ao uso da cannabis não são de agora. Grandes nomes da liga já se posicionaram publicamente a favor do uso da cannabis.

Em 2016, o lendário treinador e jogador Phil Jackson, disse uma frase que acabou repercutindo bastante. Durante entrevista para o programa de tv We Need to Talk, Jackson disse que a maconha “faz parte da cultura da NBA”.

Phil Jackson detém o recorde de maior campeão da história da NBA: 11 títulos como treinador e 2 como jogador. Durante a entrevista, ele explicou: “Tentamos parar isso na NBA. E acho que não conseguimos parar. Acho que continua e ainda faz parte da cultura da NBA. É algo que temos de acomodar ou descobrir outra maneira de lidar com isso” analisou.

Em 2018 outro treinador famoso se posicionou a favor do uso da cannabis por jogadores da NBA. Steve Keer se declarou abertamente a favor do uso da maconha medicinal para o tratamento de jogadores. “Eu sou um defensor disso. Eu tenho a forte sensação que [maconha] é uma opção muito melhor que alguns remédios receitados por médicos e sei que está ajudando muitas pessoas, o que é ótimo”, explicou.

Em fevereiro desse ano, o jogador Kevin Durant, foi bastante aberto sobre o pensa sobre o uso da maconha: “Se você a ama, você a ama. Se não é a sua preferência, você nem vai experimentar. Maconha é maconha. Não é prejudicial a ninguém. Apenas ajuda a melhorar as coisas. Na minha opinião, não deve ser um tópico de discussão”, argumenta.

Durant é um dos maiores nomes do basquete americano. As declarações do jogador foram dados durante sua entrevista para o podcast All the Smoke.

“Todo mundo na minha equipe bebe café todos os dias. Ingerem cafeína todos os dias. Os caras saem para beber vinho depois dos jogos ou tomam uma bebida de vez em quando. A maconha deve estar no mesmo nível”, finaliza o jogador.

O que será do futuro?

No começo de dezembro, a câmara dos deputados nos EUA aprovou a descriminalização da maconha. Foi uma votação histórica onde 228 deputados votaram a favor e 164 foram contrários. Agora o texto segue para votação no senado.

Vale lembrar também que recentemente a ONU retirou a maconha da lista de drogas perigosas após uma recomendação da OMS

Toda essa movimentação mostra que a mentalidade das autoridades em relação à cannabis parece estar mudando. Os benefícios medicinais da planta vem sendo cada vez mais estudados e divulgados, o que aumenta o conhecimento da população em geral em relação à cannabis medicinal.

A decisão da NBA de não proibir o uso da cannabis por parte dos jogadores de basquete profissional americano vai de encontro a essa maior aceitação geral dos benefícios da planta.

Espera-se que essa tendência se espalhe e que a NBA dê um caráter definitivo à decisão – que por hora só vale para a temporada 2021. 

Para mais conteúdos sobre cannabis medicinal acompanhe o blog. Também vale a pena conferir o novo podcast da Linha Canábica. O primeiro episódio já está no ar!

Você precisa de Maconha Medicinal?
Barbara Arranz Bárbara Arranz​ é biomédica e atualmente vive em Madri, capital da Espanha. Mulher, mãe e ativista, é fundadora da LinhaCanabica.com, uma linha de cosméticos totalmente orgânica e vegana sem aditivos químicos produzidos a partir do óleo de cannabis. Bárbara começou a pesquisa a cannabis há 11 anos, quando seu filho Raul nasceu e foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger, um tipo de Autismo leve que gera irritações moderadas. Um de seus maiores objetivos é desmistificar a maconha e levar à cannabis até a casa das pessoas.

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