Barbara Arranz Bárbara Arranz​ é biomédica e atualmente vive em Madri, capital da Espanha. Mulher, mãe e ativista, é fundadora da LinhaCanabica.com, uma linha de cosméticos totalmente orgânica e vegana sem aditivos químicos produzidos a partir do óleo de cannabis. Bárbara começou a pesquisa a cannabis há 11 anos, quando seu filho Raul nasceu e foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger, um tipo de Autismo leve que gera irritações moderadas. Um de seus maiores objetivos é desmistificar a maconha e levar à cannabis até a casa das pessoas.

Cannabis e diabetes: como a maconha pode ajudar os pacientes?

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O diabetes é uma das doenças mais comuns do Brasil e do mundo. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, 9 milhões de brasileiros estão com diabetes. Em outro levantamento, desta vez realizado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), estima-se que mais de 13 milhões de pessoas tenham diabetes no Brasil.

De acordo com a consultoria Statista, o Brasil é o quinto país com mais casos de diabetes no mundo, atrás da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 422 milhões de adultos ao redor do mundo estão com diabetes, muitos deles nem sabem que portam a doença. As projeções apontam que o número de casos deve disparar nos próximos anos e parte disso se deve aos maus hábitos de alimentação.

Mas como a cannabis pode ajudar quem sofre de diabetes a manter a doença controlada? Entenda a seguir o que a ciência já sabe sobre o assunto, mas antes saiba detalhes sobre o que é o diabetes, quais os sintomas e as causas dessa doença.

O que é diabetes?

O diabetes é uma doença crônica que está diretamente relacionada a quantidade de insulina produzida pelo corpo e o correto funcionamento dessa substância. A insulina, por sua vez, é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue.

Já a glicose nada mais é do que o açúcar que extraímos dos alimentos que ingerimos. Existe açúcar em todos os alimentos que comemos e isso não é algo ruim. No entanto, o açúcar refinado que ingerimos é muito mais danoso do que a glicose natural presente nos alimentos. É por isso que quem tem diabetes deve controlar com atenção o uso de açúcar refinado nos alimentos que consome.

Tanto a insulina quanto a glicose são essenciais para o bom funcionamento do organismo. Quando o paciente é diagnosticado com diabetes, ele precisa repor a insulina que seu corpo não produz.

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Quais são os principais tipos de diabetes?

Existem quatro principais tipos de diabetes: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, pré-diabetes e diabetes gestacional. 

Diabetes tipo 1: é a manifestação mais rara da doença e surge desde o nascimento, sendo considerada uma doença autoimune. Nesse quadro, o sistema imunológico confunde as células do pâncreas que produzem insulina com inimigos e começa a atacá-las. Nesse processo, a insulina para de ser produzida, causando o acúmulo de glicose no sangue. 

Diabetes tipo 2: é o tipo mais comum da doença. A grande causa do diabetes tipo 2 é a má alimentação e o consumo excessivo de açúcar – o que acaba desregulando a produção de insulina ou fazendo com que a quantidade de hormônio produzido pelo corpo não seja suficiente para sintetizar aquele monte de glicose, causando acúmulo no sangue. Outra causa comum do diabetes tipo 2 é o corpo passar a criar resistência à insulina, fazendo com que a substância produzida não consiga realizar seu trabalho.

Pré-diabetes: é o diagnóstico que apresenta níveis de atenção em relação ao açúcar no sangue, mas ainda não a ponto de ser considerado diabetes. Quando o paciente é diagnosticado com pré-diabetes e muda seus hábitos, tem grandes chances de não desenvolver a doença.

Diabetes gestacional: é um quadro de diabetes temporário que acontece durante a gravidez. Nesse período, pode ser que o corpo da mulher (especialmente a placenta) produza hormônios que acabem afetando a produção de insulina no corpo, levando a um quadro de diabetes. A doença tende a sumir quando a mulher dá à luz, mas há casos onde a paciente acaba desenvolvendo diabetes após a gestação. Transmitir o diabetes ao feto é raro, mas também possível.

🍁 Leia também: Usuários de maconha podem doar sangue?

Sintomas e causas do diabetes

Os sintomas do diabetes são basicamente os mesmos em todos os casos, sendo eles:

  • Sede exagerada e boca seca
  • Vontade de urinar o tempo todo
  • Aumento da fome
  • Fadiga
  • Alterações na visão (como visão embaçada)
  • Infecções na bexiga, nos rins e/ou na pele

No caso do diabetes tipo 1, é comum que os pacientes enfrentem dificuldade para ganhar peso. Ao notar os sintomas acima, os pais devem levar a criança ou adolescente ao médico para que sejam feitos exames de sangue.

As principais causas do diabetes são:

  • Má alimentação e consumo excessivo de açúcar
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Predisposição genética
  • Idade (pessoas acima de 40 anos têm muito mais chances de desenvolver a doença)

Para realizar o diagnóstico do diabetes, é feito um exame de sangue. Uma das análises mais comuns feitas a partir do sangue coletado é o Teste da glicemia de jejum, que analisa a quantidade de glicose no sangue. Em geral, os resultados são avaliados assim:

  • Normal: inferior a 99 mg/dL;
  • Pré-diabetes: entre 100 a 125 mg/dL;
  • Diabetes: acima de 126 mg/dL.

É importante realizar exames de sangue rotineiramente para avaliar esse e outros níveis. Caso o paciente seja diagnosticado com pré-diabtes, ele tem a chance de realizar mudanças nos hábitos alimentares e de vida e, dessa maneira, ter menos chances do quadro evoluir para diabetes.

📌 O tratamento do diabetes é feito com uma mudança na alimentação e no estilo de vida, além de medicamentos chamados antidiabéticos. Em pacientes do tipo 1 e em casos mais graves do tipo 2, é necessário ainda o uso de insulina injetável, para repor o hormônio que o corpo não está produzindo.

Cannabis e diabetes: o que diz a ciência?

Pacientes com diabetes do tipo 1 precisarão da insulina injetável pelo resto da vida, porque seu organismo não produz (ou produz pouco) esse hormônio essencial para controlar a glicose no sangue. Neste sentido, não há muito o que a cannabis possa fazer além de ser um complemento para fortalecer o sistema imunológico do paciente e melhorar o seu quadro de saúde como um todo.

Já para pacientes com diabetes tipo 2, que representam cerca de 90% dos casos, a cannabis pode trazer uma série de benefícios que visam ajudar a melhorar o quadro do paciente.

O estudo “O impacto do uso de maconha na glicose, insulina e resistência à insulina entre adultos nos EUA” comparou exames de sangue de 4657 adultos americanos, entre usuários e não usuários de cannabis medicinal. Os resultados mostraram que nos adultos que consumiam maconha, “os níveis de insulina em jejum eram mais baixos e pareciam ser menos resistentes à insulina produzida por seu corpo para manter um nível normal de açúcar no sangue”.

A pesquisa “Obesidade e uso de cannabis: resultados de 2 pesquisas nacionais representativas” mostrou que os índices de obesidade entre usuários de cannabis são consideravelmente mais baixos do que entre aqueles que não usam a planta. Conforme apontado acima, a obesidade é um dos principais fatores que levam ao desenvolvimento do diabetes. 

Em outra evidência científica interessante, pesquisadores publicaram um artigo em 2016 que apontou que os canabinóides THCV (Tetrahydrocannabivarin) e o CBD (canabidiol) diminuíram os níveis de glicose no sangue e aumentaram a produção de insulina em pessoas com diabetes tipo 2.

O estudo intitulado “Eficácia e segurança de canabidiol e tetrahidrocanabivarina em parâmetros glicêmicos e lipídicos em pacientes com diabetes tipo 2” foi publicado na American Diabetes Association. Os pesquisadores concluíram:

“Em comparação com o placebo, o THCV diminuiu significativamente a glicose plasmática em jejum (diferença de tratamento estimada [ETD] = -1,2 mmol / L; P <0,05) e melhorou a função das células β pancreáticas (função das células β HOMA2 [ETD = −44,51 pontos; P < 0,01]), adiponectina (ETD = −5,9 × 106 pg / mL; P <0,01) e apolipoproteína A (ETD = −6,02 μmol / L; P <0,05), embora o HDL plasmático não tenha sido afetado. Em comparação com a linha de base (mas não com placebo), o CBD diminuiu a resistina (−898 pg / ml; P <0,05) e aumentou o peptídeo insulinotrópico dependente de glicose (21,9 pg / ml; P <0,05)”.

O segredo do uso da maconha no tratamento do diabetes parece estar mesmo nos canabinóides e como eles agem no organismo, especialmente na produção e regulação de insulina. Muitos outros estudos precisam ser realizados para que cheguemos aos próximos passos, como desenvolver um medicamento natural à base de canabinóides que possa ajudar pacientes com diabetes tipo 2 a controlar a doença sem precisar de outros fármacos. 

Para pacientes que querem aproveitar os benefícios da cannabis e testar como os canabinóides podem ajudar seu quadro de saúde, uma alternativa é o óleo de cannabis full spectrum. Um composto 100% natural que conserva todos os canabinóides e componentes da maconha. 

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Uma alternativa nesse sentido é a Linha Canábica da Bá que, além de oferecer o óleo de cannabis para todo o Brasil, também conta com um time de atendimento preparado para esclarecer as dúvidas dos pacientes e indicar médicos com quem possam conversar para entender se o uso do óleo de CBD é ou não indicado para eu caso.
É possível entrar em contato com a Linha Canábica através do formulário no site ou mandando uma mensagem direta no Instagram da Linha.

Produtos à base de óleo de cannabis, veganos e 100% naturais.
Barbara Arranz Bárbara Arranz​ é biomédica e atualmente vive em Madri, capital da Espanha. Mulher, mãe e ativista, é fundadora da LinhaCanabica.com, uma linha de cosméticos totalmente orgânica e vegana sem aditivos químicos produzidos a partir do óleo de cannabis. Bárbara começou a pesquisa a cannabis há 11 anos, quando seu filho Raul nasceu e foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger, um tipo de Autismo leve que gera irritações moderadas. Um de seus maiores objetivos é desmistificar a maconha e levar à cannabis até a casa das pessoas.

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